Há tempos venho pensando em escrever sobre a verdadeira Sociedade Londrinense. Há tempos venho querendo colocar no blog uma visão de quem muito aqui já viveu, sem piadas, sem exageros, sem as fórmulas de atração que uso como certas "ofensas" a pessoas e baladas de isso até o linguajar utilizado, atraente, mas que maquia as verdades e as tornam piadas sem aparente importância.
Aos 15 mil acessos prometi O POST e desde logo avisei: será um grande post, tal como estou escrevendo aqui, pq falar a tal verdade em Londrina requer muitas palavras. Na verdade o que eu quero falar não é sobre Londrina, a cidade, o termo "little london", a universidade e nem nada, mas sim o foco do blog: a SOCIEDADE... que de tão bruta em suas atitudes, ganhou o meu apelido de SociUÓdade. A Sociedade chata, implicante, ofensiva e cansada de Londrina.
Todos os domingos as colunas sociais destacavam os rostos marcantes das cidades, as marcas influentes, os empresários que jamais alguém conheceria se não fosse o jornalismo. Sempre as mesmas pessoas, sempre os mesmos carões. Nunca fui de implicar com isso, mas acreditei que alguém gostaria se eu falasse: "nossa, alguém tira o dedo do cu dela, pq essa foto feia na cara só pode ser isso".
Pronto! A liberdade de expressão disseminou uma brincadeira inconveniente e praticamente necessária à cidade chique que brinca de ser Londres. Mas eu não estava afim de focar na sociedade no geral, mas trazer uma visão gay e engraçada do que se vê por aí, uma visão que fica guardada nos olhos das pessoas e ninguém fala. Uma brincadeira que poderia aliviar a tensão, mas que virou motivo de processos e muita briga desnecessária.
Sinto que exagerei, mas ao mesmo tempo trouxe a cidade uma rede social de escape ao estresse e toda a tensão lida nos jornais e vivida nas ruas, nas escolas, nos shoppings, nas baladas. Ah, as baladas! Nem chegam a ser as coisas mais importantes dessa cidade agropecuária, mas quando você taca fogo no estilo delas, as chamas se propagam ferozmente e revelam as maldades e as benfeitorias de cada um em relação as mesmas. Uma coisa eu percebi: não se pode falar mal de nenhuma. Não se pode falar menos mal da outra que a ofensa vem de lá. Se não falo doutra, a culpa é de alguém de lá. se falo que vou naquela é pq eu SOU alguém de lá, ou eu NÃO SOU alguém de lá e me forço a ir pra poder falar mal.
A verdade seja dita: Londrina tem seus calos e não suporta que pisem neles. O mesmo vale pras baladas. Só acho errado julgar as outras. Vou explicar: Se falo mal do NY, automaticamente eu sou alguém da Friends ou da Garagem. Se falo mal da Garagem, automaticamente sou alguém da turminha do NY. E se falo mal da Friends, sou o amante mal amado do dono de lá. Se falo mal do prefeito, votei na concorrência. Se falo mal do shopping, então é pq alguma coisa ruim lá já vivi. Se falo mal do lago é pq alguém ruim me fez mal lá e infinitamente essas idiotices vão enchendo a cabeça dos nossos queridos homossexuais que só querem saber de briga.
Nunca fui democrática com as baladas (principalmente), mas frequentei e FREQUENTO TODAS, todos os finais de semana q estou aqui e que posso fazer isso. Não falo mal do NY pq não gosto de alguém de lá, assim como da Garagem ou assim como das outras baladas que falei. Eu falo as VERDADES de quem FREQUENTA as baladas, de quem ouve os OUTROS reclamarem. Londrina não sabe ouvir verdades. Ela dói. Ela derruba sua imagem e você não enxerga a crítica pq quem sou eu pra criticar? Uma anônima que a cidade toda quer saber quem é! Pra que? Pra me condenar? Pra me elogiar? A cidade não necessitaria desse blog pra tudo isso acontecer. Nós amigos, frequentadores, publico temos o dever de falar as verdades. Que cidade que precisa ter um blog pra lançar opinião? Isso deveria ser engraçado, mas nem eu consegui ser engraçada diante das críticas.
Eu apelei. Eu ofendi e eu botei fogo nessa cidade. E vocês gostaram (quando o fogo não atingiu vocês) pq Londrina é assim: brincadeira é legal quando é com o outro. No seu espelho é ofensa. E não adianta dizer que não. Eu tbm me senti ofendida com as reclamações. Recebi e-mails apelativos, cheio de ameaças, processos, buscas, polícia e o caralho a quatro que vocês podem imaginar tudo pq eu disse que fulano era uma passiva, ou pq a make da gata era exagerada, ou pq a balada é pequena ou pq a balada só tem gente feia. PORRA LONDRINA! QUE SACO! QUE CABEÇA PEQUENA!
Não quero cobrar pela liberdade de expressão. Liberdade de expressão é a cartinha do leitor do JL. Aqui a coisa ia muito mais fundo. E a galera não sabia nadar. Fiquei sozinha no meio do lago, pelo jeito. Tudo bem galera. Cutuquei uma das maiores vozes de Londrina, os gays. A cidade tá repleta e foi para nós e por nós que fiz o blog. Mas fui perdendo ponto pro carões que foram aparecendo, pros recalques que me fizeram ser mais recalcada ainda. Esse blog é um espelho da sociedade. Parem pra pensar. Só que vocês pensam e não falam. Aqui a notícia reflete.
E por falar em gays, é deles que eu tbm queria falar. Londrina é uma cidade difícil pra isso. Uma cidade que vive de fazer carão e acabar na solidão em casa. Não entendo pq. Uma cidade onde as salas de bate-papo estão repletas de gente afim de namoro, mas que te conhece, te come e some. Não diga que não... VOCÊ JÁ FEZ ISSO! Todo mundo aqui já fez, todo mundo aqui já sofreu com alguém assim. É uma gente hipócrita. Que mente descaradamente, que sofre descaradamente.
"Nossa, vc tem todo o jeito de homem que eu curto, vamos nos conhecendo sim"
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algum tempo depois e vc fica se perguntando pq ele disse aquilo e sumiu.
"Vc é muito gostoso, adorei ficar com vc. Com certeza quero te ver mais vezes" cri cri cri
"Sou bco, xxx cm, xx kg, cabelos assim e etc"
"Ahh legal, add no msn"
ADD
Aí aparece a foto...
Fulano ficou offline.
CIDADE HIPÓCRITA DO CARALHO.
VIADOS DE MERDA.
Tá, não posso cobrar verdades numa sala de bate-papo cheia de gente anônima. EU SOU ANÔNIMA.
Mas porra, respeito cada um devia ter o seu e se tem coisa que eu odeio é essa hipocrisia gay que reina em Londrina. Não quero, não posso, não curto. Fulana é a passivinha, fulano não sei o que, não curto afeminados e a puta que pariu. Na balada tá lá, arrebitando a bunda até o led. FALA SÉRIO!
Faz carão, usa roupas de marca, se sente o intocável, mas rala todo mês na franquia do shopping pra bater a meta mínima do mês, pra ganhar bem e fazer a rica no camarote gay. Gente, pq isso?! Tá, chega de falar disso. Alguns gays tem a cabeça muito bitolada de Lady Gaga e entender o mínimo do que eu tô querendo dizer é foda. Londrina é uma cidade pequena, onde as tribos gays se misturam em um só lugar. Isso cria atritos idiotas de quem pode mais, quem dança mais, quem faz mais carão, quem ignora mais, quem beija o mais bonito. Isso é ridículo. Por isso as vezes sou tão cruel nos comentários. Verdades inconvenientes.
Salvo a UEL de toda essa coisa ruim que aqui escrevi. Lá vejo gente de cabeça aberta, que se une em prol de objetivos. Gays que dão as mãos por uma causa, seja a gay pobrinha, a gay ryca, a gay hype, a quase mulher. Todas estão lá, lindas e cultas. É verdade isso! Tem carão tbm, mas disfarçam muito bem. Uma hipocrisia controlada. Válida. fazer o que?!
Eu avisei que o post seria grande. Provavelmente se vc leu até aqui, é pq já veio pensando em alguma coisa: ou realmente algo aqui faz sentido ou eu vou ler tudo até o fim pra poder detonar depois, pq vamos ser sinceros. Aqui as coisas funcionam assim. Um post e diversos comentários de "ah, fulano é recalcado", "ahh, concordo", "ahh, discordo". Opinião NUNCA.
Eu queria que vcs se arriscassem mais, se divertissem mais. A vida da gente é tão curta. Menos carão, mais diversão. E ao invés de ficarem tentando descobrir quem é a Sociuódade Londrina, opinassem, contribuíssem. Não é um apelo. É uma constatação do que não acontece. Não quero cliques, não quero acessos. Não quero ser famosa na cidade. Pq acham que sou anônima?!
Tenho recebido pedidos pra que eu me revele, mas vamos ser francos: Eu teria mais de 15 mil acessos se Londrina soubesse quem escreve tudo isso? NÃO! E vcs sabem muito bem o pq da resposta...
Se você conseguiu ler até aqui, espero que tenha refletido sobre tudo. Se não leu, nem faz sentido eu terminar a frase.
Little London, eu estou de olho!
;)